Resumo direto: A nova DeRE (Declaração de Regimes Específicos) e as exigências operacionais da CBS já impactam empresas em 2026. PMEs precisam atualizar sistemas fiscais, revisar precificação, simular impacto no caixa e avaliar regime tributário agora — antes que a cobrança plena comece em 2027.
O que mudou na Reforma Tributária em 2026?
Em 2026 começou a fase prática da transição para o modelo IBS/CBS. Mesmo com cobrança ainda reduzida, as empresas já são obrigadas a:
- Emitir notas fiscais com campos IBS e CBS
- Atualizar sistemas fiscais
- Se adequar às novas obrigações acessórias
- Avaliar impacto estratégico na margem
A principal novidade recente é a DeRE (Declaração de Regimes Específicos), regulamentada pela Receita Federal para empresas sob regimes diferenciados da CBS.
O que é a DeRE na prática?
Resposta direta: A DeRE é uma nova obrigação acessória que reporta operações sujeitas a regimes específicos da CBS.
Ela será obrigatória para setores como:
- Instituições financeiras
- Operadoras de saúde
- Previdência complementar
- Entidades de concursos e prognósticos
Mesmo que sua PME não esteja nesses setores, o surgimento da DeRE indica aumento da fiscalização digital e cruzamento automático de dados.
Qual é a maior dor para PMEs na Reforma Tributária?
Resposta direta: A maior dor não é a alíquota. É a mudança estrutural no controle financeiro e tributário.
Os riscos imediatos incluem:
- Perda de crédito tributário por erro de sistema
- Margem corroída por precificação inadequada
- Problemas de fluxo de caixa
- Autuações por inconsistência digital
Já mostramos em nosso artigo Por que sua precificação pode quebrar sua empresa na Reforma Tributária como a margem pode desaparecer silenciosamente se a empresa não recalcular preços considerando créditos.
Reforma Tributária e fluxo de caixa: qual o impacto real?
Resposta direta: O novo modelo pode gerar descasamento entre pagamento do imposto e aproveitamento do crédito.
Isso significa que empresas mal estruturadas podem:
- Precisar de mais capital de giro
- Ter caixa pressionado temporariamente
- Pagar imposto maior do que deveriam por erro de parametrização
Por isso a Reforma não é apenas tema do contador. É tema estratégico de gestão financeira.
O Simples Nacional ainda vale a pena?
Resposta direta: Depende do perfil da empresa e dos clientes.
Com o chamado “Simples Híbrido”, empresas podem optar por recolher IBS/CBS fora do DAS para gerar crédito aos clientes.
Explicamos os detalhes no artigo: LC 227/2026: Guia Prático para Microempresas.
Checklist estratégico para PMEs em 2026
- ✔ Atualizar ERP e sistema de notas fiscais
- ✔ Confirmar parametrização correta de IBS/CBS
- ✔ Simular impacto tributário 2026–2027
- ✔ Revisar contratos comerciais
- ✔ Reavaliar regime tributário
- ✔ Mapear obrigações acessórias aplicáveis
- ✔ Projetar impacto no fluxo de caixa
Perguntas Frequentes sobre a Reforma Tributária 2026
A Reforma já está valendo?
Sim, a fase de transição começou. 2026 é ano de adaptação operacional, com implementação progressiva até 2033.
Preciso mudar meu regime tributário agora?
Não obrigatoriamente. Mas é altamente recomendável fazer simulação estratégica.
A fiscalização vai aumentar?
Sim. O modelo IBS/CBS é totalmente digital e integrado entre fiscos.
Conclusão: Reforma Tributária é decisão estratégica, não burocrática
Empresas que tratam a Reforma como simples obrigação fiscal tendem a perder margem.
Empresas que tratam como decisão estratégica conseguem proteger caixa, melhorar precificação e ganhar competitividade.
Diagnóstico Estratégico para sua PME
Quer saber se sua empresa está preparada para a Reforma Tributária?
Oferecemos análise inicial focada em:
- Impacto na margem
- Risco de crédito tributário
- Fluxo de caixa
- Avaliação de regime tributário
IR PARA PÁGINA DE CONTATO
Algoritimado | CFO Fracionado | Planejamento Tributário Estratégico para PMEs no Brasil
0 comentários